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Em vídeo, biblioteca falsa de desembargador do Amazonas cai durante sessão

desembargador

Na última quarta-feira (02), durante uma Sessão das Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), o desembargador Yedo Simões acabou se debruçando em sua cadeira e derrubando uma biblioteca falsa que servia de cenário.

Logo que Simões empurra para trás a cadeira em que estava sentado, o fundo, que simula uma estante repleta de livros, começa a cair. A princípio, o magistrado não percebe o incidente e continua acompanhando a sessão.

Mas em pouco tempo, o desembargador se assusta com o barulho do cenário tombando e, após se certificar de que nenhum dos outros magistrados tenha dito qualquer coisa sobre a gafe, ele se levanta e tenta ajustar a biblioteca falsa.

Por incrível que pareça, todos na sessão parecem não ligar muito para o ocorrido – ou disfarçam muito bem – seguindo com as demandas da videoconferência. O momento foi registrado e compartilhado nas redes sociais, viralizando. Confira o vídeo:

Com a repercussão do vídeo, Yedo Simões se manifestou através de uma nota: “O desembargador Yedo Simões de Oliveira esclareceu que não se trata de ‘fundo falso’, mas sim de um painel que escolheu, com imagens de livros – assim como poderia ter escolhido com qualquer outra imagem –, para preservar a intimidade de seus familiares que eventualmente precisem transitar no entorno quando está participando das sessões remotas do Tribunal, já que se encontra trabalhando em home office, em sua residência. O magistrado ressaltou não ver qualquer conduta a merecer reprovação. O painel virou e ele simplesmente o levantou e o reposicionou no lugar.”

O desembargador Yedo Simões fez parte de uma investigação em 2019

Em reportagem do The Intercept Brasil, em julho de 2019, a jornalista Nayara Felizardo apurou uma série de incoerências nas práticas adotadas em concursos para vagas no Tribunal de Justiça do Amazonas. Dentre os investigados, estava Yedo Simões, que foi eleito em 2018 presidente do tribunal e levou junto o irmão Elci Simões de Oliveira para a cúpula do judiciário estadual.

A nomeação vai contra uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2005, que proíbe a nomeação de parentes de magistrados até o terceiro grau para cargos de confiança ou que paguem gratificação, o que inclui cônjuges, filhos, pais, irmãos e sobrinhos.

A função de Elci, segundo a assessoria de comunicação do tribunal, era “voluntária”, portanto “exercida sem ônus”. No entanto, desde que se tornou ouvidor Elci passou a receber gratificação. Na época da reportagem, o irmão de Yedo Simões recebia R$ 11,8 mil como benefício pago por “função de confiança e gratificações”.

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