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Em impasse na aliança Lula-Alckmin, PT diz ao PSB que não vai abrir mão da candidatura de Haddad em SP

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Esta semana, o Partido dos Trabalhadores avisou ao PSB que não vai desistir de lançar a candidatura do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), para o Governo de São Paulo em 2022. A informação é da coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo.

Em negociações sobre a entrada de Geraldo Alckmin no PSB para formação de eventual chapa com o ex-presidente Lula, o PSB vem exigindo que o PT retire a candidatura de Haddad e apoie o ex-governador Márcio França (PSB) para as eleições estaduais de SP.

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O PT já resistia em aceitar essas condições, mas Márcio França ainda acreditava na possibilidade de um acordo. Nos últimos dias, França foi avisado em reunião fechada com aliados de Lula que não adianta insistir na exigência.

Apesar do impasse para a formação da chapa “Lulalckmin”, aliados do ex-presidente afirmam que Haddad não deve abrir mão da candidatura em SP porque o PSB pode desistir da exigência de lançar Márcio França ao Governo de SP.

França afirmou em reunião com petistas na semana passada que poderia se lançar candidato ao Senado em 2022, mas nos últimos dias voltou a dizer que disputaria cargo de governador paulista.

A posição de França fez aliados de Lula lançarem o aviso de que o PT não aceitará abrir mão da candidatura de Haddad ao Governo de SP.

Entraves na aliança ‘Lulalckmin’

Alckmin deve deixar o PSDB nos próximos dias, mas ainda há mistério e incertezas sobre seu destino em 2022.

O ex-governador avalia se vai se filiar ao PSB para ser candidato a vice-presidente da República na chapa de Lula ou se entrará no PSD para disputar o Governo do Estado de São Paulo.

Não há possibilidades de que o ex-governador entre no PSD e dispute as eleições de 2022 como vice de Lula, pois o partido já lançou à Presidência da República o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Além de exigir que o PT apoie Márcio França em SP, o PSB defende em negociações que o PT apoie seus candidatos em cinco disputas estaduais: Marcelo Freixo (RJ), Renato Casagrande (ES), Beto Albuquerque (RS), Jenilson Leite (AC), o candidato em Pernambuco, que ainda não foi definido.

O PT já teve conversas para apoiar a candidatura de Marcelo Freixo no Rio, mas lideranças do partido encarregadas de conduzir as negociações com o PSB afirmam que o martelo sobre essas disputas locais ainda não foi batido.

Estas lideranças do PT afirmam à coluna de Malu Gaspar que o PSB vem exigindo mais do que pode e tem atidude ofensiva à Alckmin.

“Você iria querer se filiar a um partido aonde não te querem?, questionou um dos responsáveis pelas negociações.

O PT também entende que pode ter candidato competitivo próprio nos estados em que o PSB faz exigências: além da situação de São Paulo, o PT considera ter nomes fortes em Pernambuco, com (a deputada Marília Arraes e o senador Humberto Costa; no Rio de Janeiro, com Rodrigo Neves, ex-prefeito de Niterói; e, no Rio Grande do Sul, com Manuela D’Ávila, que é do PC do B, mas já foi vice de Haddad em 2018.

A despeito dos impasses, exigências e negativas, ainda há um longo caminho a correr nas negociações, pois a montagem de chapas presidenciais pode ser formalizada até o final de março.

Além das conversas envolvendo Alckmin, PT e PSB negociam a formação de uma federação para as eleições de 2022 – em que se uniriam por um período de até 4 anos atuando como se fossem uma sigla só.

Deputados federais dos partidos se dizem favoráveis à formação dessa federação, que também incluiria PCdoB, PV, Psol e Rede.

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