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Eduardo Leite sobre “uso político” da vacina: “oportunista e mesquinho”

Como noticiamos anteriormente, um episódio pouco divulgado da carreira de Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, foi revelado essa semana. Em entrevista concedida à Folha de São Paulo, o tucano falou sobre o momento em que ligou para João Doria (PSDB), governador de São Paulo, pedindo para que ele adiasse o início da vacinação do estado. Segundo Leite, a ligação aconteceu a pedido do, então Secretário do governo, Luiz Eduardo Ramos, que vendeu para o governador o adiamento da vacinação como algo positivo.

Graças a grande repercussão que esse fato tomou, Eduardo Leite convocou uma coletiva de imprensa para a última quinta-feira (18), com o objetivo de se posicionar em relação a questão. Durante a coletiva, Leite ressaltou que não concorda com o uso político da vacinação e acredita que essa seja uma tentativa “oportunista” para beneficiar certos grupos.

“Este novo uso eleitoral, politico, da vacina é absolutamente indevido. Não é apenas injusto, é imoral, oportunista, antiético. Além de tudo é mesquinho. Nitidamente está também vinculado a uma perspectiva de vitória nas prévias do PSDB”, afirmou Leite durante a coletiva.

Ainda segundo o governador, ele buscou “construir pontes” entre os governo de São Paulo e o federal, tentando fugir do negacionismo. Ele queria acreditava que o uso político das vacinas poderia causar impactos negativos na campanha de vacinação. Leite afirma que esse “factoide” foi criado para afetar sua campanha nas prévias do PSDB que acontecem nesse domingo (21), já que, Doria, por exemplo, é um dos seus candidatos diretos. “Nunca pediria que se adiasse vacinação no Brasil”, afirmou.

Relembre o que aconteceu entre Leite e Doria

joao doria eduardo leite
Doria e Leite disputam protagonismo dentro do PSDB (Imagem: Divulgação)

Em 17 de janeiro, dia em que a campanha de vacinação começou no estado de São Paulo, o governador gaúcho teria ligado para o governador paulista pedindo para que Doria adiasse a vacinação, dando início ao processo em uma data alinhada ao governo federal.

Em entrevista à Folha, Leite disse isso sobre o episódio: “Houve uma conversa nessa direção, não foi um pedido de intervenção, mas um pedido de reflexão. Talvez tivesse sido positivo ao país que se fizesse um esforço de coordenação e engajamento, já que era uma questão nacional. Mas é um episódio superado.”

Doria e Leite competem diretamente pela vaga de candidato à presidência pelo PSDB. Leite se vende como um político menos “gasto” e mais atraente para a terceira via, mesmo tendo pedido o adiamento do início da vacinação em uma época em que, todos os dias, morriam mais de 1000 pessoas vítimas de covid-19.

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