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Duas vereadoras de extrema-direita abriram a Câmara de POA para extremistas, acusa Leonel Radde

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Em entrevista à TV Democracia nesta quinta-feira (21), o vereador de Porto Alegre (RS), Leonel Radde (PT), acusa as vereadoras Fernanda Barth (PRTB) e Comandante Nádia (DEM) de terem permitido a entrada de manifestantes antivacina extremistas na Câmara dos Vereadores da cidade.

A presença dos extremistas gerou confusão na casa, durante sessão plenária que discutia o veto da Prefeitura à exigência do comprovante vacinal contra a Covid-19 em Porto Alegre.

Um manifestante com histórico de participação em atos extremistas levou um cartaz com uma suástica nazista, que revoltou vereadores da oposição – o cartaz comparava a obrigatoriedade de apresentação do passaporte vacinal ao totalitarismo nazista.

Outra manifestante foi acusada de racismo ao dizer “tú é minha empregada” (sic) à vereadora negra Bruna Rodrigues (PCdoB). Vereadores da bancada antirracista registraram boletim de ocorrência sobre as ofensas racistas, na manhã desta quinta-feira (21), na Delegacia de Combate à Intolerância.

Leonel Radde fez boletim de ocorrência na delegacia sobre o episódio.

“A partir da fala da vereadora Fernanda Barth, eles (extremistas) se retiram e dizem que só se saíram porque foi solicitado pela vereadora. Ou seja, ela é uma liderança. A lista (da Câmara dos Vereadores) diz por quais gabinetes eles entraram, que são o da Nadia e da Fernanda Barth”, relata Radde.

Veja a fala de Leonel Radde (o vídeo está marcado para começar no momento da declaração).

O vereador cobra explicações das vereadoras e do prefeito da cidade.

“As parlamentares e o prefeito Sebastião Melo têm que se explicar. Como alguém em horário de serviço estava tumultuando a Câmara Municipal de Porto Alegre, pressionando os vereadores de forma violenta com ameaças e utilizando símbolos nazistas? Esse é o ponto chave e é o ensaio do que veremos cada vez mais frequentemente no Brasil.

Ele se queixa também da falta de segurança no local.

“Não houve nenhum controle de entrada de metais. Não tinha segurança suficiente. Se eu sou presidente da casa e observo que tem 40 ou 50 pessoas presentes, eu automaticamente vou reforçar a segurança porque em qualquer manifestação é possível que tenha um problema”, afirma.

Radde lembra ainda que alguns dos manifestantes que participaram da confusão têm fotos nas redes sociais posando com armas e participando de clubes de tiro.

“Bastava um desses indivíduos com uma arma de fogo para que a situação virasse uma tragédia”.

A sessão foi retomada por volta de 15h45 com as galerias vazias. Os vereadores mantiveram o veto ao passaporte vacinal, já que eram necessários 19 votos para derrubar e houve 18 votos favoráveis, 14 contrários e duas abstenções. Ainda assim, uma norma estadual exige a apresentação do documento.

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