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Deslizamento destrói imóveis históricos em Ouro Preto (MG)

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Dois imóveis históricos de Ouro Preto (MG) foram destruídos por um deslizamento de terra na manhã desta quinta-feira (13), em meio à crise no Estado gerada por fortes chuvas – que atingiu 145 municípios mineiros e deixou mais de 3,4 mil desabrigados e 13,7 mil desalojados.

Pessoas que transitavam no local no momento do deslizamento registraram em vídeo a destruição dos imóveis. As informações são do jornal Estado de Minas.

Segundo o corpo de Bombeiros do município, uma equipe foi enviada para avaliar o deslizamento na zona. A corporação informou que o deslizamento não deixou vítimas, mas ainda não há detalhes sobre a situação.

Ainda de acordo com os bombeiros, os imóveis ficavam na Rua Doutor Pacífico Homem, onde se localiza o Morro da Forca, no centro histórico.

A cidade de Ouro Preto, antiga Vila Rica, é considerada uma das maiores riquezas do estado de Minas Gerais. Localizada a 95 quilômetros de Belo Horizonte ed otada de uma arquitetura barroca, criada por artistas como Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, com a participação de escravos, a cidade se tornou palco de manifestações culturais e históricas do ciclo do ouro no Brasil.

Em 1938, a cidade foi tombada como Patrimônio Nacional, a fim de amparar as tradições culturais lançadas pelos modernistas, mantendo em sua memória os fatos históricos do Brasil que foram ali vividos.

Pouco antes do deslizamento, a prefeitura de Ouro Preto divulgou no Instagram um vídeo do coordenador da Defesa Civil do município, Neri Moutinho, informando que a rua, que fica na Praça da Estação, estava interditada.

“Peço às pessoas que não transitem neste local. Há movimentação de massa. Nós já acionamos o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, a Ourotran e nosso geólogo para poder fazer a avaliação. É de grande proporção”, disse o coordenador.

A Defesa Civil da cidade havia isolado o local pouco antes do desabamento. Nas cenas, é possível ver que o deslizamento atinge um casarão e um imóvel de um andar.

A rede elétrica também foi atingida – nas imagens, pode-se ver o cabeamento elétrico arrebentando e soltando faíscas. Alguns pontos de Ouro Preto ficaram sem luz.

https://twitter.com/em_com/status/1481619848882962437

Moradores da cidade histórica de Congonhas denunciam trinca e escorregamentos em barragem

Sendo outra cidade histórica de Minas Gerais, Congonhas também vem dando sustos durante a crise em Minas Gerais.

Moradores denunciaram nos últimos dias a aparição de trincas na barragem Casa de Pedra, localizada na cidade. Em publicações nas redes sociais, eles alertaram sobre o caso e manifestaram temor de que a barragem se rompa perante as potentes chuvas no estado.

Após as denúncias, fiscais da Agência Nacional de Mineração (ANM) estiveram no local e encontraram “algumas erosões e trincas em terreno natural, próximo ao Dique de Sela da barragem”.

A agência, no entanto, garante que não há riscos de rompimento.

“No maciço do Dique de Sela foi constatado que existem algumas deficiências de drenagem superficial, tendo 1 (um) deles iniciado o processo de erosão no maciço do Dique Sela. No maciço principal da barragem não foi identificada nenhuma anomalia. Ressaltamos que, ainda nessa ocasião, foi apresentado aos fiscais da Agência as leituras da instrumentação, sendo, mais uma vez, verificado pela equipe que NÃO havia leituras anômalas”, diz trecho do relatório.

A agência determinou que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), proprietária da barragem, adote medidas para corrigir as erosões em um dique da estrutura. De acordo com ofício da ANM, a CSN deve apresentar um relatório “completo e conclusivo” sobre a instrumentação da barragem e do Dique de Sela e também as “análises atuais de estabilidade de todas as seções, com a devida ART do responsável técnico”.

A barragem Casa de Pedra tem cerca de 50 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério, quase quatro vezes mais do que a da barragem do Córrego do Feijão, que se rompeu em janeiro de 2019, matando 270 pessoas. Além disso, de acordo com informações do Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM), dois bairros – Residencial Gualter Monteiro e Cristo Rei – seriam atingidos pela lama de rejeitos em cerca de 30 segundos.

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