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Deputado do PSD aponta prejuízos aos mais pobres sem Bolsa Família e novos auxílios

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Em entrevista à TV Democracia nesta sexta-feira (05), o deputado federal, Fábio Trad (PSD-MT), afirma que o fim do Bolsa Família e um eventual impasse na criação do Auxílio Brasil geraria ainda mais prejuídos às pessoas mais pobres do Brasil.

“Vai piorar a situação (sem Bolsa Família e novos auxílios). Isso significa mais osso no prato dos mais pobres. Muitos continuarão desempregados. A violência social e criminal vai aumentar, óbvio, e vai piorar a situação”, afirma Trad.

O programa de transferência de renda, Auxílio Brasil, foi desenvolvido pelo Governo Bolsonaro para substituir o Bolsa Família. Pressionado pelo mercado no contexto do teto de gastos públicos, no entanto, o Governo só vai implementar o programa após abrir espaço fiscal no orçamento para o pagamento dos auxílios – que devem chegar a R$ 400.

Para isto, o Executivo propôs e defende a PEC dos Precatórios – que opositores apontam como um “calote” em dívidas reconhecidas da União e denunciam a previsão de oferta de bilhões de reais em emendas parlamentares para o ano eleitoral de 2022.

Na entrevista, Fábio Trad declara que o Governo Bolsonaro procura atender objetivos eleitorais do presidente da República ao insistir em criar o Auxílio Brasil apenas com aprovação da PEC dos Precatórios.

“O fundo disso tudo é 2022. Para Bolsonaro, é tudo ou nada em relação a esse Auxílio Brasil, por isso que se viu como foi triste essa votação. Foi deprimente. A Câmara dos Deputados, se for escrever sua biografia institucional, não o fará com orgulho porque realmente muitas coisas aconteceram que surpreenderam todos os políticos e a sociedade”, declara o deputado.

Veja a entrevista (o vídeo começa no momento da fala de Fábio Trad):

Trad também afirma que o Congresso atua com “dois pesos e duas medidas” em relação a Dilma Rousseff (PT) e Jair Bolsonaro (sem partido).

“Agora, é possível, sim, política de transferência de renda sem mexer nos precatórios. Eles foram extremamente rigorosos, entre aspas, injustos até, no caso da Dilma (Rousseff) com a questão da pedalada (fiscal, argumento usado para derrubar a presidente em 2016). E essa PEC é pedalada. É a constitucionalização do calote em forma de pedalada. Então são dois pesos e duas medidas”, afirma.

O parlamentar ainda aponta que existem outras alternativas de viabilizar o Auxílio Brasil, além da PEC dos Precatórios.

“Não podemos também deixar a população vulnerável sem renda. E isso tem que ser feito de forma imediata. Buscar outras fontes de financiamento. Por que não? Elas existem. Quando o Governo quer, consegue fazer (outras alternativas)”, afirma.

Na entrevista, ele avalia por fim que a aprovação da PEC dos Precatórios gerou “tensão” no Congresso Nacional e diz esperar que deputados mudem seus votos sobre a proposta na votação de segundo turno, que ocorre na próxima terça-feira (09).

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