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COPOM dá pancada de 1,5 % nos juros para tentar frear inflação

COPOM eleva juros para conter a inflação

O Conselho Monetário Nacional (COPOM) confirmou a expectativa do mercado e elevou a taxa básica de juros em 1,5%. A decisão foi tomada no arrasto dos sinais de descontrole fiscal e inflacionário evidenciados principalmente pela divulgação do IPCA-15 nesta terça-feira.

O índice, que antecipa a inflação mensal, ficou em 1,2% , e é a maior variação em 26 anos. Analistas do mercado financeiro esperavam que ele ficasse em 0,98%.

Com a pancada na SELIC, a taxa básica de juros passa de 6,25% para 7,75% ao ano, consolidando-se como a maior do planeta.

A elevação, a maior em quase duas décadas, ocorre num momento de aversão ao risco em que o governo tem extrema dificuldade para convencer bancos e corretoras de que está comprometido com o equilíbrio das contas púbicas, e não com fatores como a eleição do próximo ano.

O pessimismo voltou a rondar os negócios de alguns setores que serão fatalmente afetados pela correção de rumos necessária para mitigar a inflação. É o caso do mercado imobiliário, que prevê um decremento das vendas com a elevação da SELIC.

Apesar disso, a expectativa da correção de rumos aplicada pelo Banco Central gerou um movimento de valorização de alguns ativos e fez com que a BOVEPSA oscilasse bastante ao longo do dia, fechando praticamente estável ao final do pregão com desvalorização de 0,05%. O dólar seguiu a mesma tendência, fechando o dia com desvalorização de 0,29%

O novo patamar deve desacelerar o consumo e canalizar parte dos contratos em moeda estrangeira para investimentos em títulos do governo, que passam a ser mais atrativos. Com isso, espera-se a contenção da inflação provocada pela alta da demanda que se espalhou por praticamente todos os setores da economia.

Mas o mercado espera uma nova alta de juros dentro de 45 dias, quando o COPOM volta a se reunir para analisar o comportamento da moeda. A expectativa é a de que será necessário majorar novamente a SELIC em 1,5%.

 

 

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