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Comitê científico libera Carnaval no Rio de Janeiro e blocos comemoram

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Em reunião ordinária na última segunda-feira (20), o Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC), que orienta a gestão da Prefeitura do Rio de Janeiro na pandemia, recomendou que a capital não estabeleça restrições ao Carnaval de 2022.

A decisão abre espaço para celebrações no Sambódromo do Marquês da Sapucaí e nas ruas da cidade.

“O CEEC, fundamentado no cenário epidemiológico favorável (números de casos e internados e percentual de positividade de testes) e com 80% de cobertura vacinal, na análise dos dados de todos os eventos com aglomeração no país e no Rio de Janeiro, e sustentado pelas evidências científicas disponíveis, recomenda à Secretaria municipal de Saúde que não estabeleça, nesse momento, qualquer restrição à realização do carnaval carioca”, afirma o documento do comitê.

Os especialistas também indicam que “todo o processo de monitoramento do cenário epidemiológico deve ser mantido em vigilância”.

A decisão não desobrigará o cumprimento de normas sanitárias – se o carnaval fosse hoje, a apresentação de comprovante de vacinação seria obrigatória para membros das escolas de samba e o público da Sapucaí.

Foliões estavam em suspense sobre a realização do Carnaval desde a semana passada, quando o prefeito Eduardo Paes (PSD) afirmou que apenas os desfiles da Sapucaí estavam confirmados, enquanto a autorização para realização de blocos na cidade dependia de análise.

Com a nova decisão do comitê, a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) anunciou que liberará na próxima segunda-feira a lista dos blocos autorizados a celebrar o carnaval nas ruas. Depois dessa etapa, os 506 blocos do Rio que apresentam 620 pedidos de desfiles à Riotur vão precisar do aval da PM e do Corpo de Bombeiros.

O secretário municipal de Sáude do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, reforça que o comitê deverão seguir as medidas sanitárias atuais.

“Hoje, não são exigidas máscaras em ambientes abertos. E blocos desfilam na rua”, argumentou o secretário. “Temos 99,9% da população da cidade protegida com a primeira dose e 80% da população total com a segunda dose. Além disso, 25% já tomaram a dose de reforço, ampliando essa proteção”, alegou o secretário.

Ele lembra ainda que não há evidências de casos graves de covid-19 provocados pela variante Ômicron no Rio de Janeiro.

Jorge Perlingeiro, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), diz esperar que o avanço da vacinação até fevereiro seja suficiente para evitar mais medidas restritivas no Carnaval.

Ele também destaca que seguirá as políticas atuais do RJ para conter a covid-19.

“Vamos orientar as escolas para que só entreguem as fantasias mediante a apresentação pelo componente do comprovante da vacina. Essa orientação também valerá para as alas comerciais (que vendem fantasias ao público em geral)”, afirmou.

Comandando a Associação Independente de Bloso de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade (Sebastiana), Rita Fernandes afirmou que a deccisão do CEEC é “ótima notícia”.

“Nós confiamos absolutamente no comitê. Quem define as regras que vamos seguir são eles. Temos que comemorar esse avanço positivo que o país está tendo perante a Covid-19. É uma ótima notícia. Ficamos super felizes.”

Ela afirma ainda que parte das contratações do carnaval já está encaminhada e que é possível aguardar uma posição definitiva do Governo do Estado e da Prefeitura do RJ para o desfile.

“Já agilizamos a documentação dos blocos e estamos contratando equipes de ritmistas e carros de som. Caso haja alguma mudança, vamos cancelar. E volto a dizer: vamos pensar no plano B, com festas fechadas ou apresentações, mas jamais será carnaval de rua”, afirmou.

No Governo do Estado do RJ, a posição sobre o carnaval ainda não é definitiva.

O governador Cláudio Castro (PSC) afirmou que vai decidir sobre a realização das celebrações de carnaval até 15 de janeiro, quando está previsto o início dos ensaios técnicos das escolas de samba na Sapucaí.

Até lá, segundo Castro, o governo monitora os índices de contaminação da variante Ômicron da Covid-19 e da influenza, que vem registrando queda nos números de casos nas últimas semanas.

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