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Comandante do Exército autoriza que Bolsonaro matricule a filha em colégio militar sem processo seletivo

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Partiu do próprio comandante do Exército brasileiro, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, a autorização para que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) matricule sua filha mais nova, Laura, de 11 anos, no Colégio Militar de Brasília de forma excepcional, sem necessidade de passar pelo processo seletivo que outros alunos realizam.

O pedido de Bolsonaro pela matrícula arranjada foi divulgado pela Folha de SP no final de agosto.

O Departamento de Educação e Cultura do Exército (Decex) referendou a decisão do comandante da instituição.

“O Decex apresentou parecer favorável à solicitação de matrícula. Posteriormente, o caso foi submetido ao gabinete do comandante do Exército para análise. Cumpridas as etapas descritas, o processo foi levado ao comandante, que emitiu despacho decisório deferindo a solicitação de matrícula em caráter excepcional”, afirmou o órão em nota enviada à Folha.

O processo de seleção de colégios militares de Brasília tem três etapas que as crianças devem cumprir: um exame intelectual; uma revisão médica e odontológica, e uma “comprovação dos requisitos biográficos dos candidatos”.

As vagas em colégios militares já tiveram geraram concorrência. Em 2017, havia 1.212 candidatos para apenas 25 vagas ofertadas para o sexto ano.

Em agosto, Bolsonaro afirmou a apoiadores no cercadinho que a matrícula no colégio militar visa também questões de segurança.

“A minha (filha) deve ir ano que vem para lá, a imprensa já tá batendo. Eu tenho direito por lei, até por questão de segurança”, afirmou Bolsonaro a um apoiador que relatou ter matriculado a filha em um colégio militar.

Exército também privilegiou filho de Carla Zambelli em colégio militar

Privilégios autorizados pelo Exército brasileiro não são concedidos apenas a Jair Bolsonaro. No ano passado, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais apoiadoras do presidente no Congresso, também matriculou o filho de 11 anos sem processo seletivo, com autorização do então comandante do Exército, Edson Pujol.

Assim como Bolsonaro, a deputada também argumentou que fez a matrícula por questões de segurança. Ela afirma que o filho sofria ameaças desde 2016.

A deputada já foi acusada de espalhar mentir perante o público em diferentes ocasiões.

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