PORTAL DEMOCRACIA
Manchete Política

Com saída do MPF, processos contra Deltan Dallagnol serão arquivados no CNMP

com-saida-do-mpf-processos-contra-deltan-dallagnol-serao-arquivados-no-cnmp

A saída de Deltan Dallagnol do Ministério Público Federal (MPF) e sua entrada definitiva na a política vai gerar o arquivamento de 52 processos que tramitam contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) – órgão que fiscaliza os procuradores da República disciplina, financeira e administrativamente.

O procurador, que já criticou diversas vezes a demora processual do Judiciário em relação a casos de corrupção, se beneficiou da lentidão do CNMP em analisar seus casos.

Em agosto de 2020, o CNMP chegou a adiar 42 vezes a apreciação de uma única denúncia do ex-presidente Lula (PT) contra o procurador e decidiu não abrir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) porque penas que poderiam se aplicar à ele já estavam prescritas.

Em 2019, o ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, também teve dezenas de processos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) arquivados por conta de sua saída da magistratura e entrada no Governo Bolsonaro.

Ambos, Moro e Dallagnol, devem se filiar ao Podemos para disputar cargos políticos em 2022 – o ex-juiz deve concorrer ao Senado ou Presidência, enquanto Dallangol tentará vaga na Câmara dos Deputados.

Dallagnol só recebeu penas leves no CNMP

No caso de Dallagnol, dos 52 processos em que o procurador é parte, 49 são reclamações disciplinares, que podem acarretar penas administrativas contra ele.

A despeito das dezenas de acusações, o ex-coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba (PR) só recebeu penas leves do CNMP – uma advertência e uma censura, em dois casos.

No primeiro, sofreu pena de advertência por afirmar em entrevista que três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formavam uma “panelinha” para conceder habeas corpus e transmitiam uma imagem de “leniência” com a corrupção.

No segundo caso, Dallagnol foi punido com censura por interferir nas eleições do Senado Federal de 2019 com críticas à candidatura de Renan Calheiros ao cargo.

O procurador recorreu ao STF em ambos os casos – a primeira pena de advertência foi derrubada pelo Supremo e a segunda de censura foi mantida.

Related posts

Dia dos Professores: Doria anuncia abono salarial para educadores

Rafaele Oliveira

Vacinação infantil é mais lenta em estados com IDH menor

João Baricatti

Petistas e tucanos se unem contra Bolsonaro

Rafael Bruza

Leave a Comment