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China e Rússia fecham parceria “sem limites”

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Em meio as tensões na Europa, Xi Jinping, o presidente da China, recebeu o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Pequim nesta sexta-feira (4). Durante o encontro entre os líderes, foi anunciado uma aliança estratégica que, segundo os líderes, “não tem limites”. Esse foi o primeiro encontro do presidente chinês com qualquer líder estrangeiro desde o início da pandemia, em março de 2020.

Durante a reunião, ambos os líderes assinaram declaração conjunta onde criticam a influência americana na geopolítica. O objetivo do documento é denunciar e explicitar “a influência negativa dos Estados Unidos para a estabilidade e para uma paz justa”. A declaração acontece pouco antes da abertura das Olímpiadas de Inverno que começam nesta sexta-feira, em Pequim. Os Estados Unidos, assim como outros aliados americanos escolheram boicotar o evento, o que não pareceu incomodar muito o presidente chinês.

Além disso, Putin e Xi Jinping firmaram acordos e planos de colaboração em diversos fronts: espacial, mudanças climáticas, inteligência artificial e controle da internet.

Ainda de acordo com Xi Jinping, o presidente da China, os países vão se apoiar na defesa de interesses centrais e aprofundarão a coordenação estratégica mútua. Além disso, ele acrescentou que a cooperação será “inabalável, passada, presente e futura”. Na última semana, a China já tinha afirmado que as preocupações da Rússia em relação a Ucrânia deveriam ser levadas a sério.

Putin, o presidente da Rússia, celebrou a relação entre as potências: “Nossas relações bilaterais progrediram em um espírito de amizade e de associação estratégica. São relações realmente sem precedentes“. Ele ainda acrescentou que o vincúlo entre as nações é “um exemplo de relação digna na qual cada um ajuda e apoia o outro em seu desenvolvimento“.

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Xi Jinping se reuniu pela primeira vez desde março de 2020 com um líder estrangeiro (Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik/Pool via AP)

Segundo Rússia e China, elas não são tão unidas desde a Guerra Fria

No documento, os líderes ainda afirmaram que a aliança de agora é ainda mais forte do que foi durante a guerra fria:

As novas relações interestatais entre Rússia e China são superiores às alianças políticas e militares da época da Guerra Fria. A amizade entre os dois Estados não tem limites, não há áreas ‘proibidas’ de cooperação, o  reforço da cooperação estratégica bilateral não visa países terceiros nem é afetado pela mudança do ambiente internacional e pelas mudanças circunstanciais em países terceiros”.

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