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Caso boate Kiss: após quase 9 anos da tragédia, réus vão a julgamento

boate kiss

Na madrugada de 27 de janeiro de 2013, na boate Kiss, localizada na cidade de Santa Maria (RS), um incêndio tirou a vida de 242 pessoas, ferindo outras 636. A tragédia aconteceu depois que o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, lançou um sinalizador contra o teto de espuma inflamável.

De acordo com as investigações, a boate estava superlotada – inclusive, o nome da festa que acontecia naquela noite era “Aglomerados”. Além disso, os extintores próximos ao palco não funcionaram e a única saúda de emergência não foi suficiente, o que resultou nas mortes por asfixia de gás cianeto, liberado pela espuma inflamável.

O cantor e mais três pessoas foram acusados e presos no dia seguinte, mas liberados após quatro meses, permanecendo em liberdade até hoje. Agora, após quase 9 anos do incêndio, os réus vão a julgamento, no que já está sendo considerado o maior da história judiciária gaúcha. O júri popular se reúne na próxima quarta-feira (01), em Porto Alegre – as defesas de três dos quatro réus conseguiram a transferência, após alegarem falta de segurança e possível parcialidade em Santa Maria. A duração prevista para o julgamento é de 14 dias.

Julgamento dos réus acusados no caso da boate Kiss começa nesta quarta (01)

Responsabilizados pela tragédia na boate Kiss estão os sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, o Kiko, e Mauro Londero Hoffmann. Além deles, dois integrantes da banda também são réus no julgamento: o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor musical Luciano Augusto Bonilha Leão, este último responsável pela compra do artefato pirotécnico que causou o incêndio.

boate kiss
Boate Kiss sofreu incêndio no município de Santa Maria – RS. | Foto: Leandro LV

Os quatro serão julgados por 242 homicídios simples e por 636 tentativas de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Os réus chegaram a ser presos no dia 28 de janeiro de 2013, dia seguinte à tragédia. No entanto, em 29 de maio, quatro meses depois, foram soltos após decisão da 1ª Câmara Criminal do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul). Segundo o desembargador Manuel Martinez Lucas, eles eram “pessoas de bem, sem antecedentes criminais.”

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