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Bolsonaro leva Maurício Souza ao cercadinho; atleta cogita ser candidato em 2022

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Na manhã desta segunda-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apareceu no cercadinho do Palácio da Alvorada com o jogador de vôlei de vôlei, Maurício Souza, que foi demitido de seu clube no final de outubro por fazer comentários homofóbicos sobre um quadrinho.

“Alguém conhece esse cara aqui?”, questionou Bolsonaro quando Maurício abriu a porta e saiu do carro. “Vou ensinar o Maurício a jogar vôlei, porque ele está meio devagar”.

“Amo o Maurício”, afirmou uma apoiadora em resposta à presença do jogador.

Em outubro, Maurício Souza foi demitido do Minas Tênis Clube sob pressão de patrocinadores e internautas por ter feito discurso de ódio contra a comunidade LGBTQIA+.

“Ah é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar…”, escreveu o jogador criticando a publicação de conteúdos que mostram homossexualidade.

Em outras publicações, Maurício Souza também defende o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e critica a decisão da TV Globo de usar pronome neutro nas novelas, em respeito a pessoas que preferem não se identificar a um gênero específico.

Ele chegou a pedir desculpas sobre a declaração, mas a manteve no ar em seu perfil de Instagram.

Na época, Bolsonaro se posicionou ao lado do jogador e bolsonaristas reagiram nas redes sociais, em defesa de discursos homofóbicos.

“Impressionante, né? Tudo é homofobia, tudo é feminismo”, afirmou o presidente na época.

Maurício Souza cogita ser candidato em 2022

Após ser demitido pelas falas homofóbicas, Maurício Souza afirmou no início de novembro que cogita se lançar candidato nas eleições de 2022 e declarou que j[a é sondado por partidos de direita.

“Isso é uma coisa que não estava previsto, nunca me imaginei na política, mas estão me pedindo muito. Muitos partidos conservadores estão me dizendo que seria importante”, afirmou o atleta em entrevista ao programa “Pânico”, da Jovem Pan – rádio aliada do Governo Bolsonaro.

A despeito das críticas e denúncias que recebeu, o atleta afirma que tem responsabilidade em suas ações.

“Não sei, preciso refletir. Tenho uma responsabilidade muito grande, em cada post que eu faço, cada entrevista que eu dou. Estou vendo o impacto direto que estou tendo nas pessoas. Hoje elas enxergam em mim esse exemplo. Tenho que pedir sabedoria pra Deus pra eu representar bem essas pessoas”, afirmou.

O jogador, que continua sem clube, disse também na entrevista do início de novembro que sua carreira foi manchada pelo episódio.

“No começo atraí muito mais ódio e isso manchou toda a minha carreira”, disse. “Tudo que eu fiz, construí e batalhei, manchou. Não é só um time me contratar, não é só perder o emprego. O Minas vai pagar meu salário, mas e aí pra frente? Não vou arrumar um time fácil, vai ser uma pressão em cima dos patrocinadores do time, e meus companheiros vão ter que ter uma cabeça forte”.

Após fazer discursos homofóbicos e por conta das campanhas realizadas por bolsonaristas, o atleta passou a ter 2,3 milhões de seguidores no Instagram, onde ainda distribui conteúdo a favor de Bolsonaro.

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