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Bolsonaro faz reunião secreta com investigadores do Caso Adelio em busca de mandante

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Incentivado por aliados que acreditam e disseminam teorias da conspiração de que há um mandante do atentado à faca que sofreu na campanha eleitoral de 2018, o presidente Jair Bolsonaro PL) se reuniu secretamente com investigadores do caso, no Palácio do Planalto, no início do último mês de dezembro. A informação é da revista Veja.

O objetivo do encontro – que nunca constou em agenda oficial – era pedir que os policiais federais considerassem novas hipóteses sobre a existência de um mandante por trás do ex-garçom Adélio Bispo.

A PF concluiu na época que Adelio agiu sozinho. Juridicamente, Bolsonaro aceitou a conclusão das investigações.

“O Adélio se deu bom, né? Eu não recorri à decisão, porque se eu recorro, eu ia ganhar, com toda certeza; ele seria julgado, ia pegar uma pena que não é homicídio, é tentativa de homicídio. Talvez daqui um ano ou dois estaria na rua. Como eu não recorri, agora ele é maluco até morrer, vai ficar no manicômio judicial numa prisão perpétua”, afirmou Bolsonaro em julho de 2019.

Por trás dos pedidos para que o Caso Adélio volte à tona, está a estratégia bolsonarista de tentar vincular o autor da facada a partidos de esquerda, usando uma antiga filiação de Adélio ao PSOL como suposta prova de que Bolsonaro foi alvo de “comunistas” radicais.

Entre as conspirações bolsonaristas sobre o caso, uma das novas “linhas de investigação” discutidas na reunião de dezembro foi a tese de que Adélio Bispo usou um jatinho com prefixo frio para se deslocar até a cidade mineira e atacar o presidente.

Outra tese não comprovada, mas levantada novamente por apoiadores do Governo, é a de que o braço paraguaio do Primeiro Comando da Capital (PCC) participou do crime.

O delegado que trabalhava no caso, Rodrigo Morais Fernandes, foi transferido no final do ano passado para um posto em Nova Iorque (EUA) e foi substituído por Martin Bottaro Purper, que já atuou em casos envolvendo o PCC.

Nas tentativas de reabrir o caso Adélio – feitas em um momento de baixíssima popularidade do Governo – Bolsonaro acionou a Justiça procurando quebrar o sigilo bancário e apreender o celular e documentos do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, responsável pela defesa de  Adélio Bispo.

A quebra de sigilo classificada como “absurda e criminosa” por especialistas em Direito.

A despeito disso, ela foi autorizada pelo Tribunal Regional da 1ª Região (TRF-!) – mas até agora não ofereceu novos elementos para as investigações.

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