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Bento XVI acobertou casos de pedofilia na Alemanha

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Segundo relatório independente publicado nessa quinta-feira (20), O papa emérito Bento XVI acobertou diversos casos de  pedofilia que aconteceram na Alemanha. Martin Pusch, advogado e um dos responsáveis pelo relatório que expôs o acobertamento do papa, afirmou que “Ele havia sido informado sobre o que aconteceu“, durante coletiva de imprensa em Munique, na Alemanha.

O relatório acusa Bento XVI de não ter agido para que um papa abusasse de quatro meninos durante o período em que Bento foi arcebispo de Munique e Freising, entre 1977 e 1982. “Acreditamos que ele pode ser acusado por má-conduta desses quatro casos“, afirmou Pusch. “Os abusadores continuaram com suas atividades pastorais.”, completou.

Bento XVI, que abandonou o cargo de papa em 2013, nega toda alegação que na época tinha conhecimento dos abusos. Já Push, não compra as negativa de Bento XVI: “Ele alega que não tinha conhecimento dos fatos, mas nós acreditamos que não é bem assim, de acordo com o que descobrimos“.

Os casos de abuso acobertados por Bento XVI

Segundo o relatório, Bento XVI, na época, cardeal Joseph Ratzinger, já que não era papa, teria acobertado quatro clérigos suspeitos de abusos sexuais contra menores. Ele não teria se movimentado para afastá-los, assim acobertando os crimes.

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Bento XVI teria acobertado abusos quando era arcebispo (Foto: Filippo Monteforte/AFP/CP Memória)

Em dois casos, dois clérigos cometeram diversas agressões (comprovadas) e, mesmo assim, eles continuaram dentro da Igreja.

Ainda segundo o relatório, Ratzinger teria conhecimento do passado de pedofilia do padre Peter Hullerman, que chegou a Munique em 1980 e seguiu praticando seus abusos. Em 1986, ele foi condenado à prisão mas logo foi para outra cidade onde continuou sua rotina de abusos. Em 2010 ele foi forçado a se aposentar.

Na época, o caso de Hullerman tomou as manchetes e Ratzinger, na época papa Bento XVI, negou conhecer o padre.

Após a divulgação do relatório, Georg Gänswein, o secretário particular de Bento XVI, afirmou, em novo do papa que “expressa seu choque e vergonha pelo abuso de menores cometido por clérigos, e expressa sua proximidade pessoal e suas orações por todas as vítimas“.

Já o Vaticano afirmou, através de Matteo Bruni, porta-voz do Vaticano, que ainda examinar o relatório e dar a devida atenção à investigação.

Ao reiterar o sentimento de vergonha e remorso pelos abusos de menores cometidos por clérigos, a Santa Sé garante sua proximidade com todas as vítimas e confirma o caminho que percorreu para proteger os pequenos, garantindo-lhes ambientes seguros“, disse Matteo Bruni.

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