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Azevedo e Silva, ex-ministro de Bolsonaro, desiste de cargo no TSE

azevedo e silva tse

O ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro, o general da reserva Fernando Azevedo e Silva, se reuniu nesta terça-feira (16) com ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para avisar que não vai assumir o cargo de diretor-geral da corte. O ex-ministro tinha sido convidado para assumir o cargo no fim de 2021 e a expectativa era de que Azevedo assumisse o cargo ainda em fevereiro.

Azevedo teria comunicado aos magistrados que, no final do ano passado, tinha realizado uma bateria de exames médicos que apontaram um problema no coração. Então, o ex-ministro estaria abdicando do cargo para focar seus esforços em sua saúde.

Fernando Azevedo e Silva deixou o governo Bolsonaro de março de 2021, em meio à polêmica envolvendo os três comandantes das Forças Armadas. Segundo reportado por Andréia Sadi na época, Azevedo teria sido demitido por Bolsonaro que, na época, buscava realizar um “rearranjo” ministerial. Em seu lugar entrou Walter Braga Netto, hoje cotado para assumir a vice-presidência de Bolsonaro na campanha de reeleição.

Agora cabe aos ministros do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin e Alexandre Moraes, decidir quem irá assumir o cargo administrativo da corte eleitoral com a desistência de Azevedo e Silva. Um dos cotados para assumir o cargo é Rui Moreira, diretor do TSE.

Desistência de Azevedo ocorre um dia depois do TSE responder as dúvidas das forças armadas sobre as urnas

motociata bolsonaro
Bolsonaro teria usado as perguntas para questionar segurança das urnas | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Na última segunda-feira (14),  Tribunal Superior Eleitoral (TSE) comunicou à Comissão de Transparência das Eleições (CTE) que enviou as respostas para as Forças Armadas sobre dúvidas técnicas apresentadas sobre o sistema eletrônico de votação.

De acordo com TSE, mais de 80 dúvidas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas foram respondidas. Segundo o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, as perguntas não insinuavam nenhum tipo de vulnerabilidade ou insegurança.

Na última semana, Bolsonaro teria usado o fato de que as Forças Armadas apresentaram essas questões para insinuar e sugerir vulnerabilidades no sistema.

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