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Após repercussão negativa, ministro apaga vídeo de Bolsonaro comendo farofa

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O ministro das Comunicações, Fabio Faria, apagou o vídeo em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece sujo, enquanto come farofa com frango em Brasília. As imagens – divulgadas no mesmo dia que a notícia sobre os R$ 29 milhões gastos por Bolsonaro em cartões corporativos – foram vistas por críticos como uma jogada de marketing que não deu certo.

Outros políticos do Governo, como a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) o asssessor Especial da Presidência, tenente Mosart Aragão, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também compartilharam o vídeo, que segue no ar em seus perfis nas redes sociais.

Zambelli usou o vídeo para mostrar o presidente como uma pessoa “raíz” – sugerindo que ele é original, espontâneo e durão.

Mas internautas e influenciadores contestaram tal interpretação lembrando outros episódios em que Bolsonaro montou cenas para tentar parecer humilde – como no Fórum de Davos (Suíça), quando ele almoçou em um baideijão ou em Nova Iorque (EUA), antes da Assembleia Geral da ONU, quando ele foi fotografado comendo pizza na rua.

O colunista da Bandeirantes e do jornal Folha de São Paulo, Reinaldo Azevedo, acusou o presidente de forjar a cena para parecer mais humilde.

“Por que alguém comendo farofa derruba tanto na perna e no chão? Essa não é a primeira vez que o Bolsonaro é porco pra “parecer povo”. É OFENSIVO! Gente pobre, no geral, é higiênica porque, diferentemente do Bozo, limpa a própria sujeira. Eis o homem q  Carlucho tem em mente. Que nojo!”, escreveu.

Bolsonaro passeou de moto durante a manhã em Brasilia, quando visitou um supermercado na região do DAF-DF acompanhado de seu filho, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), que apesar de ser vereador na cidade do Rio de Janeiro, contribui com as estratégias de redes sociais do pai no Governo Federal.

Enquanto aliados do presidente tentavam promovê-lo com o vídeo, a imprensa noticiou que até dezembro de 2021 gastou R$ 29,6 milhões com cartões corporativos até dezembro do ano passado.

O valor é 18,8% maior do que os R$ 24,9 milhões consumidos nos quatro anos da gestão anterior, que acabou sendo dividida por Dilma Rousseff (2015-2016) e Michel Temer (2016-2018), segundo o jornal O Globo.

Apenas em dezembro do ano passado, as compras com os cartões exclusivos da família presidencial chegaram a R$ 1,5 milhão.

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