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Aliados temem Alckmin no ostracismo caso chapa com Lula fracasse

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Aliados de Geraldo Alckmin (sem partido) temem que o ex-governador de São Paulo caia no ostracismo, caso a aliança com o ex-presidente Lula (PT) não se concretize. A informação é da coluna Painel da Folha de SP.

Caso isso aconteça, Alckmin ficaria sem opção viável por já ter perdido capital político no eleitorado antipetista e por ter se distanciado de líderes partidários, como Gilberto Kassasb (PSD), ao recuar da intenção de concorrer ao governo de SP pelo partido.

No PT, uma ala do partido lançou manifesto em que aponta problemas no perfil, histórico e no potencial de Alckmin: “absolutamente nada indica que entregar a vice a um golpista neoliberal seja necessário para ganhar as eleições”, afirma trecho do manifesto, assinado também por ex-presidentes da sigla.

O manifesto defende que o PT escolha de vice de Lula “uma mulher ou um homem comprometido com o programa de reconstrução e transformação, pessoa de total confiança política e sem nenhum vínculo com o golpismo e o neoliberalismo, sob qualquer de suas formas”.

O ex-governador Alckmin, no entanto, vem dando novos sinais de que caminhará para compor chapa com Lula.

No últmo fim de semana, Alckmin se encontrou em uma padaria de SP com o deputado federal e líder da Força Sindical, Paulinho da Força. O ex-tucano deu publicidade ao encontro nas redes sociais, o que foi interpretado como gesto que mostra intenção de fechar aliança com o PT.

Alckmin também bem negociando uma possível filiação ao PSB de Márcio França, partido que cogita fechar federação partidária com o PT. Mas a formação de aliança entre os dois partidos ainda depende de acordos em disputas estaduais – tendo especial entrave em SP, onde tanto o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) quanto Márcio França pretendem concorrer ao governo de SP.

Neste sentido, no encontro em que tiveram no fim de semana, Paulinho da Força colocou o Solidariedade como “plano B” para o ex-governador de SP.

“Disse a ele (Alckmin) que o Solidariedade pode ser um plano B. Ele não precisaria estar no meio dessa confusão partidária, já que o PT não vai abrir mão da candidatura do Haddad em São Paulo”, relatou Paulinho ao jornal O Globo, após o encontro com Alckmin.

Alckmin não poderia concorrer ao Governo de SP caso se filie ao Solidariedade, pois o partido já apoia a candidatura do atual vice-governador, Rodrigo Garcia (PSDB), para a disputa estadual.

Segundo Paulinho, Alckmin falou no encontro sobre o cenário das próximas eleições nacionais e mostrou descrença na viabilidade de uma terceira via – candidaturas que se dizem contra Lula e Bolsonaro.

“Falamos das candidaturas que estão postas hoje e ele concordou comigo que a terceira via não tem como se viabilizar”, afirmou Paulinho.

O deputado também se surpreendeu com a disposição de Alckmin em abordar temas nacionais, como crescimento econômico e desemprego. Em outros encontros, o ex-governador já vinha priorizando temas nacionais em detrimento de estaduais de SP, o que foi interpretado como sinal de que ele procura disputar eleições de esfera nacional.

Por fim, Paulinho da Força relatou que Alckmin ainda faz mistério sobre qual será seu futuro partido.

“Disse a ele (Alckmin) que se fosse vice, o Lula venceria as eleições no primeiro turno. Ele não respondeu, mas sorriu”, relatou Paulinho.

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